Em setembro do ano passado, pouco antes do Salão de Frankfurt, a Mercedes-Benz divulgou praticamente todos os detalhes técnicos do que promete ser o carro mais admirável de sua história. Chamado na época de Project One, o hipercarro, que é praticamente um F1 que pode ser emplacado, teve seu nome de produção definido. Ele será conhecido, de agora em diante, como Mercedes-AMG One. E destaca seu pacote aerodinâmico ativo como um dos mais avançados do mundo. Se não for o mais avançado de todos, considerando que é derivado dos usados na F1, mas sem as restrições técnicas impostas pela categoria mais importante do automobilismo mundial.
Com uma série de motores elétricos e tecnologias de tirar o chapéu, como o MGU-H (Motor Generator Unit-Heat), um sistema de sobrealimentação que não apresentaria o famoso turbo lag, o Mercedes-AMG One também terá um showroom móvel. Para falarmos o português claro, um caminhão ao estilo dos usados pela F1 dentro do qual serão exibidos os materiais de revestimento, opcionais e outros itens de personalização que estarão disponíveis aos clientes capazes de pagar 2.275.000 € por uma das 275 unidades que serão fabricadas. E que tiverem a sorte de conseguir comprar, já que mais de mil endinheirados se candidataram a ter o modelo.

O motor do Mercedes-AMG One será o mesmíssmo V6 1.6 dos carros de F1 da equipe Mercedes-Benz, o que fará com que ele tenha de ser completamente refeito a cada 50.000 km. Considerando o quanto um modelo como este costuma rodar, talvez nenhuma das 275 unidades tenha de passar pelo processo em toda a sua existência. Tomara apenas que nenhum deles se torne uma rainha de garagem, e viva sobre cavaletes. E que algum deles prove ser possível o tempo de 5:19 que se cogita que ele poderia fazer em Nürburgring Nordschleife, conforme relato do Autoblog.nl.