O Volkswagen Apollo marcou uma fase única da indústria automotiva brasileira como produto da Autolatina. Apesar de qualidades técnicas, seu ciclo curto reflete os desafios da parceria Ford-VW.
CHEGADA AO BRASIL
Apresentado à imprensa em junho de 1990, o Apollo chegou para preencher a lacuna deixada pelo Passat, descontinuado em 1988. Produzido na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), ele estreou nas versões GL e GLS, com entregas iniciadas logo após o lançamento.
PASSAGEM NO MERCADO
O modelo ficou no catálogo por apenas três anos, até 1992 ou 1993, sendo substituído pelo Logus. Apesar de bom acabamento e desempenho, teve vendas modestas devido ao preço elevado e à concorrência interna da VW, como Santana e Voyage.
PRODUÇÃO TOTAL
Foram fabricadas aproximadamente 53.130 unidades entre 1990 e 1993, um número baixo comparado ao Verona, que teve maior aceitação.
VERSÕES PRINCIPAIS
As principais foram GL (básica, sem ar-condicionado inicial, com para-choques pretos e calotas) e GLS (topo, com para-choques pintados, rodas de liga leve, faróis halógenos e opcionais como direção hidráulica). Em 1991, o GL ganhou direção hidráulica de série.
MOTORIZAÇÃO
Exclusivamente equipado com motor AP 1.8 (1.781 cm³, 4 cilindros em linha, carburador de corpo duplo), rendendo 93 cv a 5.600 rpm e 16,1 mkgf a 2.800 rpm na gasolina (até 105 cv no etanol). Tinha câmbio manual de 5 marchas, tração dianteira e melhor retomada que o Verona.
O Apollo encerrou sua produção em 1993 com o fim da linha Verona, totalizando aproximadamente 53.130 unidades que hoje são disputadas por colecionadores.
Seu legado reside na ousadia da Autolatina e no status de clássico raro, valorizado por desempenho e design diferenciado no mercado brasileiro.