Entre os meses de maio e junho, uma oferta de fusão da FCA com a Renault repercutiu no mundo inteiro. Entretanto, após supostos problemas políticos com a Nissan, que faz parte do Grupo Aliança, a Fiat retirou a oferta. Só que isso não abalou o interesse dos franceses, que estão tentando dar um jeito nesse história.
Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a Renault discute a possibilidade de reduzir sua participação na Nissan, que atualmente é de 43,4%, paara ganhar o apoio necessário para retomar as negociações com a FCA. A ideia é reequilibrar a Aliança e satisfazer as vontades dos japoneses. No entanto, o governo da França, que controla 15% da Renault, também precisa aprovar o plano.

A relação entre a Nissan e a Renault anda abalada, especialmente pela participação dos japoneses na empresa francesa, apenas 15% e sem direito a voto em decisões importantes. Sendo assim, os diretores asiáticos acreditavam que a fusão com a FCA enfraqueceria ainda mais a influência da marca dentro da Aliança. O governo francês esperança convencer os participantes, mas os italo-americanos retiraram antes a proposta de fusão.
Nenhuma das três empresas ou mesmo o governo francês comentam o assunto, mas o CEO da FCA, Mike Manley, ressaltou ao jornal que a fusão é uma grande oportunidade para seu grupo, mas que também é muito bom para a Renault. Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos. Caso se concretize, a dupla FCA-Reanult seria a maior montadora do Brasil e teriam cerca de 31% de participação nas vendas nacionais.