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Primeira volta KBB - econômico, novo Honda HR-V vai agradar quem não tem pressa

Mais equipado, seguro e eficiente, SUV tem desempenho pacato com motor 1.5 aspirado de 126 cv

A nova geração do Honda HR-V começou a ser vendida neste mês, mas apenas as versões EX (R$ 142.500) e EXL (R$ 149.900) com motor 1.5 aspirado podem ser reservadas, uma vez que as configurações Advance (R$ 176.800) e Touring (R$ 184.500) com propulsor turbo estreiam somente em outubro. A KBB Brasil já andou na intermediária EXL, que promete ser a mais vendida por oferecer a melhor relação custo-benefício da gama.

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De acordo com a Honda, o novo HR-V terá diferentes posicionamentos no mercado de acordo com a motorização. As versões aspiradas ficarão focadas no público mais urbano e consumidor de SUVs compactos, enquanto as turbinadas competirão na faixa de preços e potência dos modelos médios.

Em comum, todas trazem seis airbags, controles de estabilidade e tração, além do sistema LaneWatch, que mostra na tela da central multimídia a imagem da câmera instalada no retrovisor do lado direito, e o pacote de assistências Honda Sensing. O novo Honda HR-V sai de fábrica equipado de série com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência; assistente de permanência em faixa com atuação na direção do veículo e comutação automática do facho alto dos faróis.

Faróis full-LED, chave presencial, ar-condicionado automático digital com saídas para o banco traseiro, sistema Magic Seat de rebatimento do assento de trás, central multimídia de 8 polegadas com conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, duas portas UBS traseiras, câmera de ré, rodas de liga leve de 17” com acabamento escurecido, bancos e volante revestidos de couro, faróis de neblina, espelho interno antiofuscante e borboletas para trocas de marcha completam o pacote de itens de série da versão EXL.

Primeiras impressões

Construído sobre a plataforma PF2 de veículos compactos da Honda, o novo HR-V praticamente manteve o tamanho do seu antecessor. O SUV agora mede 4,33 metros de comprimento (4,38 m nas versões turbo), 1,79 m de largura (mais 2 cm), 1,59 m de altura e 2,61 m de distância entre-eixos. O porta-malas, no entanto, teve a capacidade reduzida de 437 para 354 litros.

Essa diminuição do compartimento de bagagens, porém, permitiu aumentar em 3,5 centímetros o espaço para as pernas dos passageiros do banco traseiro. De fato, a cabine do SUV ficou ligeiramente mais ampla para quem viaja sentado atrás.

Já o motorista fica acomodado numa posição um pouco mais elevada que no modelo anterior, mesmo com o banco ajustado no nível mais baixo. O novo volante, com regulagens de altura e profundidade, tem boa empunhadura e desenho mais esportivo, enquanto o painel ficou com uma aparência mais minimalista como no City, embora o quadro de instrumentos não possua a tela digital que faz o papel do conta-giros – o computador de bordo fica num visor central mais simples.

Para ficar mais eficiente e atender os novos níveis de consumo e emissões, o novo Honda HR-V aposentou o antigo motor 1.8 flex aspirado de até 140 cv de potência e 17,4 kgfm de torque para adotar, nas versões EX Sensing e EXL Sensing, o 1.5 DI i-VTEC flex de quatro cilindros com injeção direta. Esse propulsor, que estreou recentemente no novo City, gera 126 cv e 15,5/15,8 kgfm (gasolina/etanol). Esse propulsor é sempre combinado ao câmbio automático CVT que simula sete marchas.

Em comparação com o antigo HR-V, a nova geração sente a falta da maior potência do antigo motor 1.8 em condições de estrada. As acelerações e retomadas são realmente mais lentas, exigindo constantes reduções do câmbio CVT para subir o giro do motor e manter o carro embalado – o que consequentemente eleva o nível de ruído na cabine.

Mas como a proposta dessa motorização é o menor consumo de combustível, nesse quesito o novo HR-V se sai melhor que o antecessor. Segundo as medições do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, as médias de 8,8 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada com etanol. Abastecido com gasolina, o SUV faz 12,7 km/l e 13,9 km/l, respectivamente. Durante o nosso teste, o computador de bordo mostrou médias próximas de 17 km/l na estrada e superiores a 10 km/l na cidade com gasolina.

Outro ponto no qual o novo HR-V se sobressai perante o modelo anterior é o conforto de rodagem. A nova calibração das suspensões é mais macia, mas sem prejudicar a estabilidade do carro em curvas mais rápidas.

Além disso, o motorista conta com o auxílio das assistências, que tornam a condução mais confortável e segura em viagens. O controle de cruzeiro adaptativo mantém a distância pré-definida do veículo da frente atuando na aceleração e nas frenagens do SUV, enquanto o assistente de direção faz com que o carro se mantenha dentro da faixa (quando a sinalização horizontal está visível).

Veredito – O novo Honda HR-V melhorou nos aspectos mais valorizados pelos compradores de SUVs compactos: espaço interno (apesar da redução do porta-malas), conforto e equipamentos de segurança. O desempenho pode não ser empolgante como o dos SUVs com motor turbo, mas é suficiente para o uso cotidiano e ainda compensa essa falta de vigor com o consumo mais baixo que o antigo 1.8. De resto, o novo HR-V tem atributos para repetir o sucesso do antecessor e se tornar um modelo com boa reputação e de fácil revenda.

Teste-drive a convite da Honda

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