ÍCONE IMPORTADO
Lançado em 1991, o 106 sucedeu ao Peugeot 205 no segmento de compactos, com produção na França e Tunísia até 2003, totalizando aproximadamente em cerca de 2,8 milhões de unidades vendidas globalmente. Passou por atualizações em 1996 (facelift com faróis redesenhados) e 1998 (redução de opções para eficiência).
CHEGADA NO BRASIL
Chegou ao Brasil em 1992, importado da França, marcando os primeiros anos da Peugeot no país com foco em economia. Nenhuma unidade foi fabricada no Brasil, todas foram importadas da França. Permaneceu no mercado até o final dos anos 90, substituído pelo 206 fabricado localmente a partir de 2001 em Porto Real (RJ).
MOTORES E VERSÕES
Oferecia motores simples a gasolina de 1.0 a 1.6 litros, com potências de 45 a 120 cv, em versões como XR (básica), XS (intermediária), XSi/Rallye (esportivas) e GTI (topo). No mercado brasileiro, o 106 foi vendido principalmente nas versões básicas Soleil (1.0, com visual mais alegre e equipamentos mínimos como banco reclinável) e Sélection (também 1.0, com pacotes opcionais leves como ar-condicionado em poucas unidades). Não houve as esportivas como XSi ou GTI e motores acima de 1.0 para evitar impostos altos em importados.
PROJETO E CRIAÇÃO
Desenvolvido internamente pela Peugeot no "Projeto 106", com equipes de design em Mulhouse e Sochaux (França), visando elegância e tradição da marca em compactos urbanos. Sem um criador individual famoso, baseou-se na herança do 205 com foco em dirigibilidade leve.
CURIOSIDADES
Teve mais de 20 edições especiais, como Roland Garros e Rallye (para competições), e versão elétrica pioneira comprada pelo governo francês. Dominou 40% das vendas de compactos na França nos anos 90; no Brasil, era elogiado por 20 km/l no 1.0.
LEGADO
O Peugeot 106 marcou época como compacto ágil e econômico, influenciando sucessores como o 206, apesar de sua breve presença no Brasil sem produção local. Seu legado persiste entre entusiastas por dirigibilidade e simplicidade, com produção global de quase 3 milhões de unidades.