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Novo Citroën C3 renasce como um dos carros mais baratos do Brasil; veja os preços

Projeto de baixo custo, hatch aposta no estilo de SUV para aumentar as vendas da marca no Brasil

Hatch com atitude de SUV. É com esse slogan que a Stellantis quer introduzir o novo Citroën C3 no mercado brasileiro, apostando numa fórmula que tem potencial para atrair novos clientes e, consequentemente, aumentar a participação da marca francesa no país.

Disponível em cinco versões, o hatch chega para competir numa faixa de preços que pega desde o Volkswagen Gol (parte de R$ 75.830) até as configurações de entrada e intermediárias de Chevrolet Onix (R$ 78.700) e Hyundai HB20 (R$ 77.190). Para isso, a pegada aventureira será fundamental para atrair compradores que querem um carro de visual diferenciado e maior altura de rodagem, mas ainda não podem pagar por um SUV compacto.

Preços e principais equipamentos de cada versão:

C3 Live 1.0 (R$ 68.990): airbags frontais; freios com ABS; controles de estabilidade e tração; assistente de partida em rampa; monitoramento de pressão dos pneus; luzes de rodagem diurna; direção elétrica; ar-condicionado; vidros dianteiros e travas com acionamento elétrico; rodas de aço de 15 polegadas com calotas. Opcionais: pintura metálica (R$ 1.300) e Protection Pack, que adiciona frisos laterais e protetor de cárter (R$ 900).

C3 Live Pack 1.0 (R$ 74.990): itens da versão Live, mais central multimídia de 10” com Android Auto e Apple Carplay; duas portas USB traseiras; chave com telecomando; banco do motorista com regulagem de altura; limpador e desembaçador do vidro traseiro. Opcionais: pintura metálica (R$ 1.300), pintura do teto branca ou preta (R$ 1.300), Protection Pack (R$ 900) e Comfort Pack, que agrega sensor de ré e câmera traseira por mais R$ 1.400.

C3 Feel 1.0 (R$ 78.990): equipamentos da Live Pack, mais vidros traseiros elétricos; alarme perimétrico; luzes diurnas em LED; rodas de liga leve de 15”; painel com acabamento azul metálico; racks de teto; volante com ajuste de altura; grade frontal cromada e maçanetas na cor do veículo. Opcionais: pintura metálica (R$ 1.300), pintura do teto branca ou preta (R$ 1.300), Protection Pack (R$ 900) e Comfort Pack (R$ 1.400).

C3 Feel 1.6 (R$ 86.990): acréscimo do motor 1.6 de 120 cv. Opcionais: pintura metálica (R$ 1.300), pintura do teto branca ou preta (R$ 1.300), Protection Pack (R$ 900) e Comfort Pack (R$ 1.400).

C3 Feel Pack 1.6 AT (R$ 93.990): equipamentos da Feel 1.6, mais o câmbio automático de seis marchas, rodas de liga leve de 15” com acabamento diamantado; faróis de neblina; função ECO; câmera de ré e volante revestido de couro. Opcionais: pintura metálica (R$ 1.300), pintura do teto branca ou preta (R$ 1.300), Protection Pack (R$ 900) e Comfort Pack (R$ 1.400).

Para celebrar o lançamento do novo C3, a Citroën venderá duas mil unidades da série especial First Edition, que trazem alguns itens exclusivos:

C3 First Edition 1.0 (R$ 83.990): equipamentos da versão Feel, faróis de neblina; volante revestido de couro; câmera de ré; racks de teto na cor cinza; tapetes com bordado “First Edition”; molduras nos faróis de neblina e protetores Airbumps nas portas.

C3 First Edition 1.6 (R$ 97.990): itens da Feel Pack, mais racks de teto na cor cinza; tapetes com bordado “First Edition”; molduras nos faróis de neblina e Airbumps.

Como é o novo Citroën C3

Diferentemente da geração anterior, posicionada como um hatchback premium, o novo Citroën C3 é um produto desenvolvido para mercados emergentes a partir de uma versão simplificada da plataforma CMP (Common Modular Platform), a arquitetura do Peugeot 208, entre outros modelos. Essa estrutura modular também dará origem a um SUV e um sedã, que serão lançados na América do Sul até 2024.

Com dimensões parecidas com as do Honda Fit, o novo C3 mede 3,98 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,60 m de altura e 2,54 m de distância entre-eixos. O seu porta-malas acomoda 315 litros de bagagem (o maior entre os concorrentes citados acima).

O novo Citroën C3 ficará posicionado como o carro de entrada da marca francesa no mercado latino-americano. O hatch é o primeiro Citroën com motor 1.0 fabricado no Brasil.

Motorizações do novo Citroën C3

Nas versões, o Live, Live Pack e Feel, o novo Citroën C3 é equipado com o motor Firefly 1.0 flex de três cilindros, que entrega 71/75 cv de potência e 10/10,7 kgfm de torque (gasolina/etanol), sempre combinado ao câmbio manual de cinco marchas.

O propulsor EC5 1.6 16V flex aspirado de 113/120 cv e 15,4/15,7 kgfm estará disponível na versão Feel com transmissão manual de cinco velocidades e na configuração topo de linha Feel Pack com caixa automática de seis marchas.

Consumo (Inmetro)

De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o novo Citroën C3 registrou as seguintes médias de consumo:

Novo Citroën C3 1.0 manual

Urbano: 12,9 km/l (gasolina) / 9,3 km/l (etanol)
Estrada: 14,1 km/l (gasolina) / 10,0 km/l (etanol)

Novo Citroën C3 1.6 manual

Urbano: 10,9 km/l (gasolina) / 7,8 km/l (etanol)
Estrada: 12,8 km/l (gasolina) / 9,0 km/l (etanol)

Novo Citroën C3 1.6 automático

Urbano: 10,3 km/l (gasolina) / 7,2 km/l (etanol)
Estrada: 12,4 km/l (gasolina) / 8,5 km/l (etanol)

Primeiras impressões: francês com jeito de Fiat

Ao vivo, o novo Citroën C3 é mais e parrudo que nas fotos. O hatch vai agradar principalmente quem gosta de carros mais altinhos, como os aventureiros Fiat Argo Trekking e Renault Stepway – e até mesmo os fãs do finado Volkswagen Fox. O teto elevado e o para-brisa mais reto dão ao C3 uma proporção de mini-SUV. Para exemplificar, o seu porte é idêntico ao do Honda Fit.

Mas, de perto, fica evidente que se trata de um carro pensado para custar pouco em mercados em crescimento. Se o visual externo mostra alguma ousadia com os faróis divididos em dois blocos, como no irmão C4 Cactus, o interior revela uma simplicidade comum em modelos de entrada. O acabamento não é ruim, mas é predominado por plástico rígido. Nota-se um toque mais refinado nas maçanetas internas feitas de metal acetinado e no volante revestido de couro da versão mais cara.

O painel de instrumentos digital não possui conta-giros e os gráficos da pequena tela são simplórios demais para um carro que pode custar quase R$ 100 mil. No entanto, a central multimídia de 10”, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, é o que há de mais sofisticado no interior do novo C3.

Já o espaço interno é bom para quatro adultos, especialmente para os passageiros com mais de 1,80 m de altura, uma vez que a carroceria altinha garante alguns centímetros extras entre a cabeça dos ocupantes e o teto do carro.

A posição de dirigir também é digna de SUV, guardadas as devidas proporções. Mesmo na regulagem mais baixa do banco, o motorista ainda fica acomodado num patamar superior ao dos hatches da categoria do novo C3. Pena que o volante despenca no colo do condutor na hora de ajustar a altura da direção – mais um sinal de projeto barato.

Durante o rápido teste-drive pelas ruas e avenidas da zona oeste do Rio de Janeiro foi possível notar que o novo Citroën C3 é um carrinho bem ajustado para as condições de rodagem do Brasil. Segundo a Stellantis, boa parte da estrutura e das suspensões foram revistas pelo time de engenharia local, o que faz do hatch um carro diferente do modelo vendido na Ásia.

Independentemente da motorização, o novo C3 mostra um acerto dinâmico muito parecido com o dos carros da Fiat. As suspensões absorvem bem as irregularidades do asfalto e proporcionam um rodar mais macio devido à calibração específica para o nosso mercado. Em nenhum momento notamos batidas de componentes ao passar por lombadas ou vias mais castigadas (incluindo um pequeno trecho de terra). Nesse ponto, o novo Citroën C3 deixa claro que a sinergia das marcas do grupo Stellantis tem potencial para aprimorar os novos produtos.

Rodando com a versão 1.0, também fica evidente o toque da Fiat no conjunto motriz do compacto. O motor Firefly de três cilindros entrega boa parte do seu torque em baixas rotações, garantindo uma condução tranquila no uso urbano. Pesando cerca de 1.050 kg, o novo Citroën C3 apresentou desempenho satisfatório com esse propulsor. A ficha técnica informa que o hatch demora entre 14 e 15 segundos, dependendo do combustível, para acelerar de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 160 km/h.

No caso da versão 1.6 com transmissão automática, a experiência muda consideravelmente pela diferença de potência entre os motores. O propulsor de até 120 cv chega a sobrar em desempenho nas acelerações mais fortes, embora a calibração do câmbio seja mais voltada ao conforto. Com esse trem de força, o novo C3 precisa de pouco mais de 10 segundos para atingir os 100 km/h e alcança velocidade final de 180 km/h.

Veredito – o novo Citroën C3 estreou custando pouco mais que as versões topo de linha dos carros mais baratos à venda no Brasil atualmente, que são o Fiat Mobi e o Renault Kwid. O fator novidade e o maior porte são alguns dos atributos que podem atrair novos clientes à marca, que almeja aumentar a sua participação no país ainda este ano. Já as versões intermediárias e topo de linha trazem os equipamentos considerados essenciais por grande parte dos consumidores.

O hatch parece ser, de fato, um produto pensado para o nosso mercado. Resta saber se a Citroën vai conseguir acabar de vez com o preconceito contra as marcas francesas, mesmo vendendo um carro praticamente refeito pela Fiat.

Viagem e teste-drive a convite da Citroën/Stellantis

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