A NOVA GERAÇÃO DO CORSA NO BRASIL
O Chevrolet Corsa ganhou uma nova geração no Brasil em 2002, substituindo o modelo lançado em 1994. Essa fase trouxe carroceria mais arredondada, interior moderno para a época e maior foco em conforto, segurança e comportamento em estrada. Como a picape derivada usava praticamente a mesma dianteira, muita gente passou a chamar esse modelo de “Corsa frente Montana”, apenas para diferenciar do Corsa antigo. Em anúncios e conversas de oficina, o apelido virou um jeito rápido de identificar que se trata da geração mais nova do Corsa, produzida principalmente ao longo da década de 2000.
EVOLUÇÃO VISUAL
O Corsa de nova geração começou a ser produzido em 2002 e se manteve no mercado brasileiro por quase toda a década seguinte, com atualizações de detalhes externos e internos. Ao longo desses anos, recebeu alterações em grade, parachoques, lanternas e acabamentos, mas sem mudanças radicais no desenho básico da carroceria. Por fora, ele se destacava pelos faróis mais afilados, capô com vincos suaves e paralamas arredondados, dando uma aparência mais moderna em relação ao Corsa dos anos 90. Por isso, quando alguém fala em “Corsa frente Montana”, normalmente está se referindo a esse visual mais novo, característico dos modelos produzidos a partir de 2002.
CARROCERIAS E POSICIONAMENTO NO MERCADO
Essa fase do Corsa foi oferecida principalmente em duas carrocerias: Hatch e sedã. O hatch teve forte presença como carro de uso diário, atendendo famílias, jovens motoristas e frotas de empresas. O sedã, com portamalas maiores, conquistou espaço entre taxistas e quem precisava de mais capacidade de bagagem, mantendo o comportamento de compacto, fácil de estacionar e de manobrar em trânsito urbano. No portfólio da Chevrolet, o Corsa ocupava uma posição intermediária e mais equipado que o Celta, mas abaixo de modelos maiores como Astra e, depois, Vectra/Prisma.
VERSÕES E EQUIPAMENTOS AO LONGO DOS ANOS
Durante sua trajetória, o Corsa dessa geração foi oferecido em versões de entrada, intermediárias e algumas séries especiais. As versões mais simples normalmente vinham com menos itens de conforto, voltadas para preço competitivo e para frotas. As intermediárias adicionavam equipamentos como direção hidráulica, arcondicionado, vidros e travas elétricas, rádio com CD e alguns detalhes estéticos. Já as versões mais completas podiam oferecer rodas de liga leve, volante com melhor acabamento, bancos com tecidos diferenciados e, em determinados anos, itens de segurança adicionais, de acordo com a evolução do mercado.
MOTORES condicionado, vidros e travas elétricas, rádio com CD e alguns detalhes estéticos. Já as versões mais completas podiam oferecer rodas de liga leve, volante com melhor acabamento, bancos com tecidos diferenciados e,
Os motores do Corsa dessa fase seguiram a linha dos pequenos quatro cilindros da Chevrolet, com foco em economia e manutenção relativamente simples. Eles se dividiram em três faixas principais de motorização:
- 1.0
Era o motor voltado para quem buscava economia de combustível e isenção ou redução de impostos, muito comum no Brasil. Entregava desempenho suficiente para uso urbano e viagens mais tranquilas, desde que sem muita carga. Houve versões a gasolina e, depois, com tecnologia flex, permitindo o uso de álcool e gasolina no mesmo carro.
- 1.4
Surgiu como opção intermediária, oferecendo mais força que o 1.0, mas ainda com bom consumo. Também teve versões a gasolina e, posteriormente, flex. Na prática, foi o motor mais equilibrado da linha para quem usava o carro misto entre cidade e estrada, com boa relação entre desempenho e economia.
- 1.8
Voltado às versões mais completas e a quem queria mais fôlego em estrada, especialmente com o carro cheio e arcondicionado ligado. Esse motor tinha mais torque e respostas melhores nas retomadas, sem necessidade de tantos “reduzidas” em subidas e ultrapassagens. Também seguiu a tendência flex, aceitando álcool e gasolina, algo muito valorizado na época.
O APELIDO “CORSA FRENTE MONTANA”
A expressão “Corsa frente Montana” acabou pegando principalmente entre lojistas, mecânicos e compradores de usados. Com ela, não se quer dizer que o carro é uma picape, mas sim que pertence à geração nova do Corsa, com a mesma “cara” geral usada na família.
ENCERRAMENTO DA PRODUÇÃO E LEGADO
Com a chegada de outros modelos da própria Chevrolet e a mudança de foco do mercado, o Corsa dessa geração foi sendo gradualmente retirado de linha no Brasil. Mesmo após o fim da produção, continuou muito presente nas ruas, graças ao grande volume de unidades vendidas ao longo dos anos. Ainda hoje é um modelo bastante visto em uso diário, seja como carro familiar ou seja como veículo de trabalho.
O legado do chamado “Corsa frente Montana” é o de um compacto que marcou a década de 2000, oferecendo uma combinação de design mais atual para a época, motores adequados ao uso brasileiro e manutenção relativamente acessível.