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Volkswagen Tukan Robust aposta em manutenção simples capacidade de carga para disputar mercado de trabalho

Picape chega às lojas no primeiro semestre de 2027 com variação de cabine simples e dupla

 

A versão Robust é a variação da picape no formato de cabine simples e será produzida no Paraná. Chega ao Brasil no primeiro semestre de 2027; versão utiliza soluções voltadas à durabilidade, como eixo rígido com feixe de molas e freios traseiros a tambor.

A Volkswagen apresentou oficialmente a Tukan Robust durante a Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. A configuração de cabine simples será a opção da nova picape destinada ao uso profissional, com foco em transporte de carga, frotistas e operações que priorizam capacidade, resistência e menor complexidade mecânica. O modelo será produzido em São José dos Pinhais (PR) e tem lançamento comercial previsto para o primeiro semestre de 2027.

A Robust será posicionada abaixo das configurações de cabine dupla da Tukan e adota uma proposta diferente daquela vista na versão Extreme apresentada em Barretos. A carroceria de duas portas possui uma caçamba mais longa, enquanto o acabamento externo é simplificado, com rodas de aço pretas, para-choques, retrovisores e maçanetas sem pintura. Mesmo sendo a configuração voltada ao trabalho, a picape terá iluminação externa em LED.

A Volkswagen ainda não divulgou a ficha técnica comercial completa da Tukan Robust. Por isso, números como comprimento, largura, altura, entre-eixos, volume da caçamba, peso em ordem de marcha e capacidade máxima de carga ainda não podem ser tratados como definitivos. A fabricante, entretanto, afirma que a Tukan terá capacidade de carga superior a 700 kg e que a configuração de cabine simples terá uma das maiores capacidades de carga e volume de caçamba de sua categoria.

Eixo rígido e feixe de molas

O principal elemento técnico da Tukan Robust está na suspensão traseira. A picape utiliza eixo rígido associado a feixe de molas, solução escolhida para suportar as exigências de uma aplicação comercial. Segundo a Volkswagen, a Tukan é o primeiro veículo baseado na arquitetura MQB a utilizar esse tipo de suspensão traseira.

Análises técnicas das unidades apresentadas identificaram um eixo rígido do tipo ômega, sustentado por molas semielípticas. A configuração privilegia resistência e capacidade de carga em relação ao comportamento de uma suspensão independente ou por eixo de torção, especialmente quando a picape é utilizada com carga.

A solução também aproxima tecnicamente a Tukan Robust da Fiat Strada, que utiliza o mesmo princípio de eixo rígido e feixe de molas. A Volkswagen, porém, aplicou o conjunto a uma arquitetura derivada da plataforma MQB, que recebeu alterações estruturais para atender às características de uma picape.

Na dianteira, a Tukan utiliza suspensão independente, enquanto o conjunto traseiro foi desenvolvido especificamente para a aplicação comercial. A configuração também conta com estepe instalado sob a carroceria, atrás do eixo traseiro.

Freios traseiros a tambor

Outro componente que evidencia a proposta da Robust é o sistema de frenagem traseiro. A versão apresentada utiliza freios a tambor no eixo posterior, uma solução menos sofisticada que os freios a disco encontrados em picapes de maior porte, mas que oferece menor complexidade e custo de manutenção.

O uso do tambor também é coerente com a proposta de um veículo comercial de entrada. A solução é empregada em modelos compactos submetidos a uso intenso e, quando corretamente dimensionada, pode oferecer desempenho adequado para a aplicação. A Volkswagen ainda não divulgou os números de frenagem da Tukan nem os resultados de testes com carga máxima.

Cabine simples foi projetada para o trabalho

A arquitetura da Robust também apresenta diferenças importantes em relação à cabine dupla. Há um espaço adicional atrás dos bancos dianteiros, solução que amplia a área disponível na cabine sem transformar o modelo em uma picape de quatro portas. A proposta é semelhante ao conceito de cabine simples estendida utilizado em algumas concorrentes.

Na caçamba, a unidade apresentada conta com revestimento plástico, ganchos para amarração da carga e proteção para o vidro traseiro. Também há uma estrutura destinada ao transporte de escadas e barras posicionadas na região superior da cabine, soluções voltadas diretamente à rotina de profissionais que utilizam a picape para transportar ferramentas e equipamentos.

A caçamba será um dos principais argumentos comerciais da Robust. Embora o volume em litros ainda não tenha sido informado, a Volkswagen promete uma capacidade superior a 700 kg e trabalha com a proposta de oferecer grande volume útil dentro do segmento.

Plataforma MQB adaptada para uma picape

A Tukan é construída sobre a arquitetura MQB, utilizada por diferentes modelos da Volkswagen. Para a aplicação na picape, entretanto, a estrutura recebeu alterações, incluindo aumento do entre-eixos e uma seção traseira específica para acomodar a caçamba e o conjunto de suspensão por eixo rígido e feixe de molas.

O projeto foi desenvolvido no Brasil e será fabricado na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. O modelo terá elevado índice de nacionalização, estimado em cerca de 80% na estreia. A Volkswagen também afirma que o desenvolvimento acumulou mais de 2 milhões de quilômetros de testes, incluindo avaliações em condições de poeira e temperaturas elevadas.

Tukan Robust mira Strada e ocupa espaço que será deixado pela Saveiro

Embora a Volkswagen evite, neste momento, classificar oficialmente a Tukan como substituta da Saveiro, a configuração Robust ocupa claramente o espaço de mercado da atual picape compacta da marca. A estratégia coloca a nova Volkswagen diante de um dos produtos mais consolidados do segmento: a Fiat Strada, especialmente nas configurações destinadas ao trabalho.

A diferença está no porte. A Tukan foi desenvolvida para ocupar uma posição intermediária dentro do portfólio de picapes da Volkswagen, acima do conceito tradicional da Saveiro e abaixo da Amarok. Na Robust, entretanto, a cabine simples, o possível conjunto de câmbio manual e o motor aspirado, o eixo rígido com feixe de molas e os freios traseiros a tambor mostram que a marca pretende preservar características valorizadas por compradores profissionais.

A expectativa é que a nova picape da marca enfrente Fiat Strada, Renault Oroch, Chevrolet Montana e, quem sabe, as versões iniciais da Fiat Toro. 

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