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VOGE: a marca chinesa que quer sacudir o mercado premium de motos no Brasil

A VOGE, marca premium ligada à gigante chinesa Loncin, chegou ao Brasil trazendo quatro modelos: as big trails DS900X e DS525X, e as scooters SR4 Max e SR3. Fomos convidados pela marca para testar os lançamentos na pista e contamos os bastidores dessa nova aposta no mercado nacional.

Fomos convidados pela VOGE para conhecer a marca de perto e testar seus lançamentos na pista e saímos de lá com a sensação de que 2026 promete ser um ano movimentado no segmento premium de motocicletas no Brasil.

Talvez você nunca tenha ouvido falar da VOGE. Mas é bem provável que, em algum momento, você já tenha rodado em cima de um motor deles sem nem saber. É exatamente aí que mora a primeira surpresa: a VOGE não é "só mais uma marca chinesa" chegando ao país. Ela é o braço premium da Loncin, uma das maiores fabricantes de motos e motores do mundo, daquelas empresas que estão nos bastidores da indústria há décadas, mesmo sem estampar o nome em toda esquina.

Fundada em 2018, a VOGE cresceu rápido. Em pouco mais de seis anos, a marca já soma quase 600 mil motos vendidas em mais de 60 países, incluindo posições de destaque em mercados exigentes como Espanha e Itália. Agora, é a vez do Brasil entrar nesse mapa.

Uma aposta com nome e sobrenome

A operação brasileira não nasceu do improviso. Quem toca a VOGE por aqui é Rodrigo Moutinho, executivo com passagem por nomes como Harley-Davidson e Royal Enfield, ou seja, alguém acostumado a lidar com marcas de peso no segmento premium.

A fabricação também segue um caminho conhecido: as motos chegam desmontadas em kits (sistema CKD) e são montadas em Manaus, em parceria com a Dafra. É a mesma lógica usada por outras marcas internacionais que já se estabeleceram no país, e ajuda a driblar parte da carga tributária, tornando os preços mais competitivos.

Os quatro primeiros nomes da lista

A VOGE decidiu não entrar no Brasil na ponta dos pés. Para começar, a marca já trouxe quatro modelos, dividido em duas frentes bem distintas: motos aventureiras (big trails) e scooters premium.

DS900X: A estrela da linha inicial. Uma big trail de motor bicilíndrico de 895 cm³, que entrega 95 cv e torque de aproximadamente 9,6 kgf.m. Na pista, ela chama atenção pela suspensão Kayaba ajustável, freios Brembo e um pacote tecnológico que inclui quatro modos de pilotagem, quick shifter, radar traseiro de colisão e câmera frontal em HD, itens que normalmente só aparecem em motos bem mais caras.

DS525X : A "irmã menor" da DS900X, com motor bicilíndrico de 494 cm³. Entrega números mais discretos, mas mantém a mesma pegada tecnológica: controle de tração, embreagem assistida e deslizante, suspensão ajustável e para-brisa regulável. É a porta de entrada pra quem quer o espírito aventureiro da marca sem encarar uma moto tão grande.

SR4 Max:  A scooter mais sofisticada da leva, com motor de 349,8 cm³. Aposta em conforto e tecnologia para o dia a dia urbano, mirando quem busca praticidade sem abrir mão de um toque premium.

SR3: A scooter de entrada da operação brasileira, com motor de 244,2 cm³. Mesmo sendo o modelo mais acessível da linha, vem com painel TFT, Bluetooth, smart key, câmera frontal HD e até banco e punhos aquecidos. Detalhes que mostram que a VOGE não quer soar "básica" nem no modelo de entrada.

O que vem por aí

Esses quatro modelos são só o começo. A VOGE já confirmou que pretende trazer mais seis modelos ao Brasil nos próximos anos, ampliando o portfólio e testando o apetite do mercado nacional por uma marca ainda desconhecida do grande público, mas com currículo internacional consistente.

A aposta é clara

Se existe um fio condutor em tudo o que a VOGE está fazendo no Brasil, é este: motos premium, tecnologia de série e preço mais convidativo do que o de marcas europeias tradicionais. É uma fórmula que já deu certo em outros mercados, e agora será testada por aqui, num terreno onde nomes como Honda, Yamaha, BMW e Royal Enfield já têm casa feita.

Resta saber se o consumidor brasileiro vai topar essa conversa. Mas depois de rodar nos quatro modelos na pista, uma coisa parece certa: a VOGE não veio para brincar.

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