Lançado na recentemente na Índia, o Honda Elevate foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Embora o modelo tenha potencial para competir numa faixa de preços inferior à do HR-V, isso não significa que ele será vendido no Brasil, uma vez que é comum os fabricantes registrarem veículos no país para resguardar os direitos de componentes e tecnologias.
Caso seja lançado no mercado brasileiro, o Elevate competiria com as versões de entrada e intermediárias de modelos, como Hyundai Creta, Jeep Renegade e Volkswagen T-Cross, por exemplo.

Medindo 4,31 metros de comprimento, 1,79 m de largura e 1,65 m de altura, o Honda Elevate tem praticamente o mesmo porte do HR-V, embora o seu entre-eixos de 2,65 m seja 4 cm maior que o do “irmão mais velho”. O porta-malas de 458 litros, por sua vez, é 105 litros mais espaçoso que o do HR-V.

Entretanto, o visual não é dos mais atraente. A dianteira alta chama a atenção pela grade avantajada que separa os faróis estreitos. A traseira com lanternas interligadas por uma barra horizontal chega a lembrar a do Volkswagen T-Cross. Na versão mais cara vendida na Índia, o SUV é equipado com rodas de liga leve de 17 polegadas com pintura bicolor.
O interior lembra o do City, com a vantagem de poder contar com carregador de celular por indução e teto solar na configuração mais completa. O Honda Elevate pode receber o pacote de assistências Honda Sensing, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma emergencial e assistente de permanência em faixa.

Painel de instrumentos digital de 7”, central multimídia de 10,25” e ar-condicionado automático digital também fazem parte da lista de equipamentos do SUV.
A única motorização disponível é a 1.5 aspirada a gasolina, que gera 112 cv de potência e 14,7 kgfm de torque, que pode ser combinada a um câmbio manual de seis marchas ou automático CVT com simulação de sete velocidades. Para o Brasil, o SUV teria de receber o motor 1.5 aspirado com injeção direta de 125 cv do City.

A Honda diz que uma variante híbrida está descartada devido ao alto custo de produção, principalmente por se tratar de um modelo destinado a mercados emergentes. Porém, uma versão elétrica está prevista para os próximos anos.