HISTÓRIA
O Citroën AX estreou no Salão de Paris de 1986, com produção até 1998 na Europa. Seu foco era baixo consumo e leveza, pesando cerca de 700 kg graças à plataforma compartilhada com o Peugeot 106. Inicialmente em versão de 3 portas, ganhou a de 5 portas logo após, priorizando praticidade urbana.
Versões esportivas como GT, GTI e Sport surgiram nos anos seguintes, com o AX GTi alcançando bom desempenho. Uma variante 4x4 chamada Piste Rouge e até um elétrico experimental complementaram a gama, enfatizando inovação.
CHEGADA NO BRASIL
A Citroën retornou ao Brasil em 1991 via importação, com o AX chegando importado da Europa por volta de 1992-1993, vendido em concessionárias como modelo de entrada acessível. Não houve montagem local, a produção brasileira só começou em 2001 com o Xsara Picasso, em Porto Real (RJ), sem incluir o AX.
O modelo competiu no segmento supermini contra Fiat Tipo e VW Gol, mas em volumes baixos devido ao preço elevado de importado e à recessão econômica da época. Sérgio Habib, representante inicial da marca, impulsionou sua presença antes da nacionalização.
MOTORES E VERSÕES
Os motores principais eram gasolina 1.1 (atmosférico, 60 cv), 1.4 (até 95 cv no GTi) e diesel 1.4 (economia recorde). Transmissões manuais de 4 ou 5 marchas predominaram, com opção automática em poucas unidades.
Versões principais:
- AX 11: Base, 1.1 8v.
- AX GT/GTi: Esportivos, 1.4 injetado.
- AX Diesel: Famoso por recorde Guinness (2,7 l/100 km em viagem longa).
- AX Elétrico: Protótipo com 15 cv.
PRODUÇÃO NO BRASIL E IMPACTO FINAL
Zero unidades fabricadas localmente, o AX foi exclusivamente importado em quantidades limitadas (estimadas em centenas, sem dados oficiais precisos).
O AX representou eficiência pioneira, influenciando superminis modernos com sua leveza e aerodinâmica, apesar de carreira curta no Brasil