Um dos maiores polos da indústria automobilística mundial, o Brasil tem grande importância no abastecimento de mercados em desenvolvimento, como países da África e da América Latina. Mas, no passado, os carros nacionais chegaram a ser exportados para o Oriente Médio em troca de petróleo (quem não se lembra do VW Passat Iraque?).
Apesar de raro, alguns carros fabricados no Brasil chegaram a ser comercializados na América do Norte e na Europa, regiões onde os produtos locais são mais sofisticados e acessíveis. Mas para atenderem às exigências das leis e preferências dos consumidores locais, os carros destinados à exportação precisam sofrer algumas mudanças, como a inclusão de equipamentos e até mesmo a troca do motor.
Confira a seguir cinco carros brasileiros que tiveram versões exclusivas para o exterior:
1 – Fiat Strada diesel

Picape compacta mais vendida no Brasil há mais de 20 anos, a Fiat Strada foi exportada para outros países com uma motorização que nunca foi oferecida por aqui. O modelo fabricado em Betim (MG) chegou a ser vendido na Argentina e Itália com motores a diesel de 1.3 (95 cv e 21 kgfm) e 1.9 litro (80 cv e 20 kgfm). Nesses países, a Strada movida a diesel é bastante elogiada pela robustez e economia de combustível.
2 - Chevrolet Astra com motor 2.4 16V do Vectra

Nos anos 2000, o Chevrolet Astra fabricado em São Caetano do Sul (SP) chegou a ter uma configuração exclusiva para a Argentina e o México. Esse carro era equipado com o motor 2.4 16V a gasolina, que entregava 150 cv de potência e 23,2 kgfm de torque. Essa motorização nunca foi oferecida por aqui na linha Astra por questões tributárias (motores acima de 2.0 litros pagam mais imposto), mas ganhou tecnologia bicombustível para ser oferecida na versão topo de linha da terceira geração do Vectra, em 2005.
3 - Renault Oroch 4x4

A picape intermediária baseada na primeira geração do SUV Duster é vendida na Argentina e na Colômbia com a opção de tração 4x4, que infelizmente nunca foi oferecida por aqui. Esse recurso era oferecido apenas com o motor 2.0 de 150 cv e câmbio manual de seis velocidades, mas após a reestilização aplicada em 2022, a Oroch passou ter uma versão 4x4 com a motorização 1.3 turbo de 170 cv e transmissão manual de seis velocidades. Como o consumidor brasileiro tem preferido veículos automáticos, a marca nem cogitou oferecer a Oroch 4x4 por aqui pelo fato de não ser possível combinar o diferencial das rodas traseiras ao câmbio CVT.
4 - Volkswagen Fox com motor da Kombi

Descontinuado no Brasil em 2021, o Volkswagen Fox fabricado em São José dos Pinhais (PR) teve uma breve carreira de apenas quatro anos na Europa. Por lá, o compacto foi vendido com o motor 1.4 a gasolina de 75 cv, que foi adaptado com a tecnologia bicombustível para equipar a Kombi brasileira em seus últimos oito anos de vida. O Fox destinado à exportação podia ser equipado com teto solar, item que só foi disponibilizado no mercado brasileiro a partir da reestilização lançada na linha 2010.
5 - Jeep Renegade com motor 2.4

O SUV fabricado em Pernambuco foi exportado para Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru com uma motorização inexistente no mercado brasileiro. O motor TigerShark 2.4 a gasolina de 187 cv de potência, com câmbio automático de nove marchas e tração 4x4, nunca foi disponibilizado por aqui no Renegade por questões de custo, o que obrigou a marca a oferecer em nosso mercado o 1.8 e.torQ de 139 cv, de fabricação nacional e extinto em 2022, criticado por ser fraco para o peso do carro. O motor TigerShark 2.4, aliás, equipou a Fiat Toro até a linha 2020.